{"id":24015,"date":"2018-01-04T12:37:57","date_gmt":"2018-01-04T15:37:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.central42.com.br\/novo\/?p=24015"},"modified":"2018-01-04T18:04:37","modified_gmt":"2018-01-04T21:04:37","slug":"o-cinema-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/central42.com.br\/novo\/o-cinema-em-2017\/","title":{"rendered":"O Cinema em 2017: Os melhores e piores filmes"},"content":{"rendered":"<!-- Start Audima Widget Injection -->\n<div id=\"audimaWidget\"><\/div>\n<script src=\"https:\/\/audio.audima.co\/audima-widget.js\"><\/script>\n<!-- End Audima Widget Injection -->\n<p>\u00c9, caro leitor, eis que mais um ano se encerra. E foi um ano frut\u00edfero para o cinema, j\u00e1 que tivemos muitos grandes filmes, sendo que alguns at\u00e9 surpreenderam. Afinal, quem imaginaria ver o Festival de Cannes exibir um filme de super-her\u00f3i? Ali\u00e1s, quem algum dia chegou a imaginar o Wolverine num filme do calibre de Logan? E quem diria que o sonhado filme da Liga da Justi\u00e7a pudesse decepcionar tanto?<\/p>\n<p>Pois \u00e9, tivemos boas e m\u00e1s surpresas, entretanto, acima de tudo, tivemos grandes filmes. Ainda na parte dos quadrinhos, Mulher-Maravilha fez hist\u00f3ria e alavancou a carreira da simp\u00e1tica Gal Gadot, ao passo que Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia Vol. 2 conseguiu manter a excel\u00eancia do primeiro filme.<\/p>\n<p>Profissionalmente, 2017 foi ainda melhor para mim, j\u00e1 que fui credenciado pela primeira vez para cobrir o Festival do Rio, onde assisti a mais de 30 filmes. E que filmes! Foi nele que vi Projeto Fl\u00f3rida, Me Chame Pelo Seu Nome e A Forma da \u00c1gua, que estrear\u00e3o j\u00e1 no in\u00edcio de 2018 e com boas chances no Oscar.<\/p>\n<p>E j\u00e1 que falei em Oscar, \u00e9 dif\u00edcil n\u00e3o lamentar a mais nova aus\u00eancia do Brasil entre os indicados a Melhor Filme Estrangeiro. Mas por melhor que seja <a href=\"http:\/\/www.central42.com.br\/novo\/polemico-bingo-o-rei-das-manhas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bingo \u2013 O Rei das Manh\u00e3s<\/a>, j\u00e1 sab\u00edamos que as chances n\u00e3o eram das melhores&#8230;<\/p>\n<p>Bombas? Sim, tamb\u00e9m tivemos v\u00e1rias, mas isso vou deixar para voc\u00ea ver a seguir, j\u00e1 que, sem mais delongas, apresento (pelo segundo ano consecutivo) minha lista das dez melhores e as dez piores produ\u00e7\u00f5es que estrearam no Brasil em 2018.<\/p>\n<p>Como sempre, lembro que essa lista n\u00e3o contempla os filmes que vi em Festivais. Se fosse o caso, Fuga! e Discreet estariam entre os piores, mas estes nem possuem previs\u00e3o de estr\u00e9ia por aqui&#8230;<\/p>\n<p><strong>10.\u00a0Power Rangers<\/strong><\/p>\n<p>Cresci assistindo aos combates regados a fa\u00edscas e, como f\u00e3, confesso ter me decepcionado. Adotando uma atmosfera s\u00e9ria completamente incompat\u00edvel com o tom farsesco da s\u00e9rie de TV, o filme conta a hist\u00f3ria de origem dos Rangers numa trama repleta de clich\u00eas e recheada de p\u00e9ssimos efeitos visuais e m\u00e1s atua\u00e7\u00f5es. O que claro, n\u00e3o impediu que, em meio a tantos equ\u00edvocos, se destacassem Elizabeth Banks (\u00fanica a n\u00e3o se levar a s\u00e9rio) e o promissor R.J. Cyler (O Ranger Azul). Fracasso de cr\u00edtica, Power Rangers tamb\u00e9m registrou um p\u00fablico abaixo do esperado, tendo sua continua\u00e7\u00e3o amea\u00e7ada pelos fracos 85 milh\u00f5es de d\u00f3lares nos Estados Unidos e \u00ednfimos 54 milh\u00f5es no restante do mundo, para um or\u00e7amento de 100 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9. Esta \u00e9 a Sua Morte<\/strong><\/p>\n<p>Giancarlo Esposito (o Gus Fring de Breaking Bad) protagoniza e estreia na dire\u00e7\u00e3o desta confusa produ\u00e7\u00e3o independente. Sem foco e aparentando n\u00e3o ter a menor ideia de qual caminho seguir, Esposito patina em meio a uma hist\u00f3ria absurda e cujos roteiristas prepotentes destilam toda a tolice poss\u00edvel na tentativa de chocar ou comover o p\u00fablico. E n\u00e3o conseguem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>8. A M\u00famia<\/strong><\/p>\n<p>Os conturbados bastidores j\u00e1 eram um pren\u00fancio de que uma bomba estava por vir. Com este filme, a Universal planejava contruir um universo compartilhado de monstros (a exemplo do que a Marvel fez com seus super-her\u00f3is), mas acabou sabotando os pr\u00f3prios esfor\u00e7os ao investir num diretor pouco experiente (Alex Kurtzman, que s\u00f3 havia feito \u201cBem-Vindo \u00e0 Vida\u201d), e depender de um roteiro sofr\u00edvel que ainda deposita em Tom Cruise suas fichas para evitar o fracasso. Mas nem Tom Cruise consegue minimizar o estrago deste filme bobo e que falha em todas as suas frentes: n\u00e3o assusta, n\u00e3o empolga e muito menos diverte. Contando ainda com uma participa\u00e7\u00e3o deslocada de Russell Crowe (Gladiador) e um final desastroso, A M\u00famia foi um fracasso retumbante de p\u00fablico e Cr\u00edtica e os produtores ainda tiveram a pachorra de colocar a culpa em Tom Cruise&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>7. Tinha que ser ele?<\/strong><\/p>\n<p>Com talentos como James Franco (127 Horas) e Bryan Cranston (da s\u00e9rie Breaking Bad), o filme \u00e9 um tremendo desperd\u00edcio de elenco. Ap\u00f3s realizar os divertidos \u201cEu Te Amo, Cara\u201d e \u201cQuero Ficar Com Polly\u201d, o cineasta John Hamburg realiza aqui seu pior trabalho, com esta com\u00e9dia apelativa, escatol\u00f3gica, formulaica e carente de risadas. Determinado a bater o recorde mundial de clich\u00eas, Hamburg coloca Cranston como o pai da namorada do personagem de Franco, que encarna um milion\u00e1rio da internet \u00e0 procura de aprova\u00e7\u00e3o para um futuro noivado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>6. O C\u00edrculo<\/strong><\/p>\n<p>2017 foi um ano peculiar para Emma Watson: depois de estrelar um dos maiores sucessos de p\u00fablico e Cr\u00edtica do primeiro semestre (A Bela e a Fera), a atriz francesa entrega-se a uma das piores produ\u00e7\u00f5es do ano. Absurdo, confuso e inacreditavelmente equivocado (para n\u00e3o dizer ruim), O C\u00edrculo perde-se numa trama pretensiosa, e em nenhum momento deixa claro o tipo de filme que deseja ser. O resultado \u00e9 uma experi\u00eancia entediante, incompreens\u00edvel e de qualidade absolutamente question\u00e1vel. E ainda comete o pecado de envolver Tom Hanks nessa furada&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>5. Transformers \u2013 O \u00daltimo Cavaleiro<\/strong><\/p>\n<p>Depois de um in\u00edcio promissor e um quarto filme desastroso, a franquia Transformers volta a mostrar dificuldade em sair do fundo do po\u00e7o. Diretor de todos as produ\u00e7\u00f5es, Michael Bay, que havia demonstrado qualidade com Sem Dor, Sem Ganho de 2013, prova n\u00e3o ter aprendido com os erros cometidos e retorna ainda pior. Dono de uma carreira tremendamente irregular, Bay desta vez equivoca-se com o b\u00e1sico e ainda peca no que costumava ser o seu ponto forte (e o da franquia): a a\u00e7\u00e3o. Tomando uma atitude ainda mais equivocada em rela\u00e7\u00e3o ao seu her\u00f3i, Optimus Prime quase salva este longa-metragem. \u201cQuase\u201d, porque seus melhores momentos acontecem faltando menos de 15 minutos para o fim da proje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4. Max Steel<\/strong><\/p>\n<p>Quando at\u00e9 Taylor Lautner dispensa um papel, \u00e9 sinal de que h\u00e1 algo de errado. Ou, no caso de Max Steel, muito errado. A produ\u00e7\u00e3o que era encarada como prioridade acabou sofrendo um corte consider\u00e1vel em seu investimento, o que culminou num modest\u00edssimo or\u00e7amento de 10 milh\u00f5es e um filme que reflete o car\u00e1ter barato de seu desenvolvimento. Abarrotado de clich\u00eas e com reviravoltas manjadas, o filme at\u00e9 teve sorte ao escalar o mediano Ben Winchell como protagonista, mas nem Andy Garcia e Maria Bello salvam este subproduto do desastre. A maior surpresa, no entanto, \u00e9 constatar que a bilheteria superou os 3 milh\u00f5es&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3. A Com\u00e9dia Divina<\/strong><\/p>\n<p>Feito sob medida para ganhar as telinhas globais num futuro pr\u00f3ximo, A Com\u00e9dia Divina exibe a tradicional linguagem tipicamente novelesca das produ\u00e7\u00f5es Globo. Busca o riso, mas escorrega feio ao apostar em trocadilhos infames, causando constrangimento ao inv\u00e9s de provocar gargalhadas. Se falta criatividade no humor, pior acontece em termos de atua\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que \u201cfalta de coes\u00e3o\u201d \u00e9 um eufemismo para o elenco imperdoavelmente irregular. Al\u00e9m disso, a montagem possui cacoetes televisivos e a trilha sonora existe apenas como guia para a emo\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, isso sem mencionar sua qualidade duvidosa. Efeitos visuais? Melhor nem mencion\u00e1-los&#8230; Ao fim, nada sobra dessa bomba infernal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2. Assassin\u2019s Creed<\/strong><\/p>\n<p>Baseado numa c\u00e9lebre franquia de jogos eletr\u00f4nicos, a produ\u00e7\u00e3o encabe\u00e7ada por Michael Fassbender (o jovem Magneto), buscou nomes de peso como Marion Cotillard (Aliados) e Jeremy Irons (o novo Alfred), mas viu seu diretor (Justin Kurzel, de Macbeth) se perder diante de tantas possibilidades. Adotando mudan\u00e7as dr\u00e1sticas em rela\u00e7\u00e3o ao material de origem (a m\u00e1quina Animus), o roteiro consegue a proeza de desperdi\u00e7ar todo o potencial dos famosos combates dos games, preferindo construir uma narrativa ca\u00f3tica e logicamente ris\u00edvel. Uma decep\u00e7\u00e3o que custou 125 milh\u00f5es, mas que n\u00e3o rendeu nem a metade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1. Cinquenta Tons Mais Escuros<\/strong><\/p>\n<p>Seq\u00fc\u00eancia do rid\u00edculo Cinq\u00fcenta Tons de Cinza, a produ\u00e7\u00e3o d\u00e1 continuidade ao relacionamento doentio entre o man\u00edaco Christian Grey (o insosso Jamie Dornan) e a problem\u00e1tica e \u201cinocente\u201d Anastasia Steele (Dakota Johnson), conseguindo ser pior do que seu antecessor. Afinal, se o primeiro ao menos provocava risos involunt\u00e1rios (se levado a s\u00e9rio, d\u00e1 uma \u00f3tima com\u00e9dia), este novo filme, talvez por contar com a dire\u00e7\u00e3o do experiente James Foley (Dominados Pelo Desejo), n\u00e3o apresenta cenas de sexo gratuitamente, mas \u00e9 sabotado por um roteiro digno de uma telenovela mexicana. Forte candidato ao Framboesa de Ouro, este \u201cfilme\u201d sequer estreou em primeiro lugar nas bilheterias americanas, ficando muito abaixo das expectativas do est\u00fadio, mas vai ganhar uma nova continua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Men\u00e7\u00f5es desonrosas:<\/em><\/p>\n<p>Os Penetras 2, Tempestade: Planeta em F\u00faria, Death Note, Al\u00e9m da Morte, C\u00e3es Selvagens, Triplo X \u2013 Reativado.<\/p>\n<p>[divider style=&#8221;solid&#8221; top=&#8221;20&#8243; bottom=&#8221;20&#8243;]<\/p>\n<p>Agora, vamos falar de coisa boa (n\u00e3o a Tecpix)&#8230;<\/p>\n<p><strong>10. Thelma<\/strong><\/p>\n<p>Assumindo-se como uma moderna vers\u00e3o norueguesa de Carrie: A Estranha, Thelma divide v\u00e1rios elementos com sua inspira\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o l\u00e1 a religi\u00e3o, o medo do julgamento e, principalmente, uma jovem dominada por conflitos internos. Empregando alegorias de forma precisa, o filme traz um elaborado discurso de suporte \u00e0 juventude reprimida, e a presen\u00e7a forte da religi\u00e3o traz consigo todo um pano de fundo que s\u00f3 contribui para a conex\u00e3o do mundo de Thelma com o real. Diametralmente diferentes, os pais da jovem protagonista em nada lembram a figura fan\u00e1tica e monstruosa de Carrie, o que afasta esta produ\u00e7\u00e3o de um caminho que seria mais f\u00e1cil e previsivelmente decepcionante. O ponto negativo fica por conta do ritmo extremamente lento, que a torna por vezes cansativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9. O Filme da Minha Vida<\/strong><\/p>\n<p>Depois de provar ser um ator carism\u00e1tico e talentos\u00edssimo, Selton Mello vem colecionando pequenas Obras-primas como cineasta, como Feliz Natal, O Palha\u00e7o e este sens\u00edvel O Filme da Minha Vida, onde a hist\u00f3ria de um jovem professor (Johnny Massaro) \u00e9 apenas pano de fundo para que a produ\u00e7\u00e3o mergulhe o espectador numa atmosfera leve, nost\u00e1lgica e deliciosa. Com uma fotografia exuberante do grande Walter Carvalho, O Filme da Minha Vida traz o pr\u00f3prio Selton Mello num dos pap\u00e9is mais surpreendentes de sua carreira, al\u00e9m de ratificar, mais uma vez, sua capacidade como Cineasta. Apesar da atua\u00e7\u00e3o carism\u00e1tica, mas vacilante, de Massaro e de uma trama que sofre com o ritmo irregular, o longa entrega uma experi\u00eancia po\u00e9tica e envolvente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>8. Detroit em Rebeli\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Novo trabalho de Kathryn Bigelow (vencedora do Oscar por Guerra ao Terror), Detroit em Rebeli\u00e3o faz uma cr\u00edtica social feroz ao colocar em xeque as a\u00e7\u00f5es policiais nas hist\u00f3ricas manifesta\u00e7\u00f5es ocorridas em 1967, onde o racismo possibilitava situa\u00e7\u00f5es lament\u00e1veis. Com boas atua\u00e7\u00f5es de John Boyega (o Finn de Star Wars), Anthony Mackie (o Falc\u00e3o da Marvel) e, principalmente, \u00a0Will Poulter (O Regresso), a produ\u00e7\u00e3o traz todas as qualidades de Bigelow como cineasta, utilizando a est\u00e9tica da c\u00e2mera na m\u00e3o e a fotografia crua para criar uma atmosfera densa repleta de tens\u00e3o e que mant\u00e9m o p\u00fablico envolvido. Baseado em fatos reais, o longa-metragem comprova que o preconceito racial, infelizmente, continua muito atual e, mesmo que a trama se estenda mais do que deveria, faz de Detroit em Rebeli\u00e3o, um dos melhores e mais relevantes filmes do ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>7. Logan<\/strong><\/p>\n<p>A despedida de Hugh Jackman do papel de Wolverine \u00e9 marcada por uma hist\u00f3ria triste, melanc\u00f3lica e carregada de intensidade. Com grandes atua\u00e7\u00f5es de Jackman e Patrick Stewart (o Professor Xavier), a trama surpreendeu ao narrar um momento delicado da vida dos mutantes. Visivelmente cansado e afetado pelas conseq\u00fc\u00eancias do inevit\u00e1vel envelhecimento (mesmo para um mutante), o protagonista desta vez \u00e9 apenas Logan, dispensando seu famoso codinome, um sujeito que tem sua rotina abalada pela chegada da jovem mutante Laura (Dafne Keen, impressionante). Mesmo proibido para menores nos Estados Unidos, a produ\u00e7\u00e3o beneficiou-se da enorme expectativa gerada e quase se pagou somente com sua estr\u00e9ia, fazendo 88 milh\u00f5es de d\u00f3lares em tr\u00eas dias (tendo custado 97 milh\u00f5es). Com 226 milh\u00f5es em solo norte-americano e um total de 615 milh\u00f5es de d\u00f3lares globalmente, Logan foi um enorme sucesso de cr\u00edtica e p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>6. Monsieur e Madame Adelman<\/strong><\/p>\n<p>Sucesso de p\u00fablico e aclamado pela Cr\u00edtica, Monsieur e Madame Adelman foi uma das produ\u00e7\u00f5es estrangeiras de maior \u00eaxito no Brasil. Contando uma hist\u00f3ria que conquista pela simplicidade, este filme franc\u00eas investe na emo\u00e7\u00e3o para retratar a trajet\u00f3ria nada comum de um casal. Divertido e comovente, tem como um dos seus maiores trunfos sua dire\u00e7\u00e3o de arte e uma maquiagem competente, al\u00e9m de \u00f3timas atua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>5. Dunkirk<\/strong><\/p>\n<p>Amn\u00e9sia, A Origem e a \u00faltima trilogia do Batman. Isso para citar somente 3 dos melhores filmes da excepcional carreira do cineasta Christopher Nolan, que depois do questionado Interestelar, retorna com tudo nesse suspense passado na Segunda Guerra Mundial. Com pouqu\u00edssimos di\u00e1logos, o filme \u00e9 um verdadeiro espet\u00e1culo sensorial que transporta o espectador para dentro da a\u00e7\u00e3o, numa trama complexa e dividida em tr\u00eas pontos de vista diferentes. Um primor t\u00e9cnico (Montagem e Som s\u00e3o dignos de Oscar), Dunkirk aproveitou toda a magia do IMAX para entregar uma experi\u00eancia imersiva e memor\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4. M\u00e3e!<\/strong><\/p>\n<p>Caso cl\u00e1ssico de \u201came ou odeie\u201d, o novo filme de Darren Aronofsky (Cisne Negro, No\u00e9) \u00e9 tamb\u00e9m a hist\u00f3ria mais maluca do ano. Mesmo. Escrito pelo pr\u00f3prio Aronofsky, o roteiro coloca Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes), Javier Bardem (007 Contra Spectre), Michelle Pfeiffer (Assassinato no Expresso do Oriente) e Ed Harris (Tempestade: Planeta em F\u00faria) no papel de signos. Afinal, nesse filme, n\u00e3o h\u00e1 personagens, e sim alegorias, que s\u00e3o trabalhadas por Aronofsky para transmitir uma mensagem acerca da \u201cdestrui\u00e7\u00e3o da natureza\u201d (palavras do pr\u00f3prio cineasta) enquanto algumas das cenas mais insanas do ano v\u00e3o se acumulando. Pois a trama vai ganhando contornos cada vez mais absurdos, at\u00e9 culminar num terceiro ato alucinante (e chocante). Afinal, \u201cm\u00e3e! \u201d \u00e9 um filme para quem tem est\u00f4mago forte e mente aberta. Espere o inesperado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3. Lady Macbeth<\/strong><\/p>\n<p>Tematicamente rico, bem escrito e dirigido com disciplina, Lady Macbeth (que n\u00e3o \u00e9 baseado na obra de Shakespeare) \u00e9 um deleite do in\u00edcio ao fim. Seja pelas belas atua\u00e7\u00f5es ou pela coragem narrativa (que oferece at\u00e9 mesmo um saboroso suspense), Lady Macbeth ousa e, consequentemente, desafia o espectador a rever suas pr\u00f3prias perspectivas. Simplesmente imperd\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2. O Cidad\u00e3o Ilustre<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que o Cinema Argentino vem nos brindando com obras dignas de admira\u00e7\u00e3o, e O Cidad\u00e3o Ilustre n\u00e3o foge \u00e0 regra, mesmo sem a habitual presen\u00e7a do astro Ricardo Dar\u00edn. Protagonizado pelo competente Oscar Mart\u00ednez, o filme nos apresenta a uma hist\u00f3ria que pode sugerir mais de uma interpreta\u00e7\u00e3o, sempre tratando a Arte com extrema rever\u00eancia, gerando alguns dos di\u00e1logos mais memor\u00e1veis do ano. Ao final das contas, mesmo tendo dificuldade para lidar com tantos temas, acaba por oferecer uma perspicaz reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1. Sil\u00eancio<\/strong><\/p>\n<p>O novo filme do mestre Martin Scorsese traz Andrew Garfield e Adam Driver (O Kylo Ren de Star Wars) em atua\u00e7\u00f5es fortes ao lado do sempre competente Liam Neeson (Busca Implac\u00e1vel). Ambientado no s\u00e9culo 17, o filme coloca Garfield e Adam como jovens padres portugueses que partem em viagem ao Jap\u00e3o para localizarem um antigo mentor (Neeson), que est\u00e1 em solo nip\u00f4nico para difundir o catolicismo. Os oficiais japoneses, no entanto, o recebem com hostilidade, torturando e matando os cidad\u00e3os locais com inclina\u00e7\u00e3o \u00e0 religi\u00e3o cat\u00f3lica, vista com maus olhos pelo governo japon\u00eas. Dando uma verdadeira aula de linguagem cinematogr\u00e1fica, Scorsese emprega as 2 horas e 40 minutos com intelig\u00eancia, aproveitando as belas loca\u00e7\u00f5es para construir alguns dos mais belos planos de sua carreira, enquanto n\u00e3o se furta de retratar com crueza a realidade da situa\u00e7\u00e3o e a crueldade dos japoneses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Men\u00e7\u00f5es Honrosas:<\/em><\/p>\n<p>Cora\u00e7\u00e3o e Alma, Mulher-Maravilha, Doentes de Amor, Em Ritmo de Fuga, Z: A Cidade Perdida, Star Wars: Os \u00daltimos Jedi, A Vil\u00e3, Patti Cake$, Como Nossos Pais, Assassinato no Expresso do Oriente, O Estranho que N\u00f3s Amamos, Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia vol. 2, It &#8211; A Coisa, Victoria e Abdul &#8211; O Confidente da Rainha, Os Meninos Que Enganavam Nazistas<\/p>\n<p>[divider style=&#8221;solid&#8221; top=&#8221;20&#8243; bottom=&#8221;20&#8243;]<\/p>\n<p>Dicas para 2018:<\/p>\n<p>A Festa (The Party), Tschick,\u00a0The Square \u2013 A Arte da Disc\u00f3rdia, Me Chame Pelo Seu Nome, A Forma da \u00c1gua, Projeto Fl\u00f3rida, Aos Teus Olhos, Em Peda\u00e7os, Maudie, O Nome da Morte.<\/p>\n<h4><em><strong>Um Feliz Ano novo para todos n\u00f3s e que 2018 nos traga \u00f3timos filmes!<\/strong><\/em><\/h4>\n<script>console.log('Aud01');<\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9, caro leitor, eis que mais um ano se encerra. 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