13 julho 2012
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Cabide de Arame

Sessão Cabide de Arame – A moda na história do rock

Todo cantor influencia seus fãs, seja com as canções, com suas atitudes e, claro, as roupas usadas por eles e que fazem nossa cabeça e nos desorientam. Querendo ou não, o cantor pop sempre cai no gosto da galera e é copiado.

Então vamos falar um pouco de alguns nomes que mais influenciaram e causaram no mundo musical, bem como dos seus guarda-roupas que nós, meros mortais apaixonados por Rock and roll, adoramos.

Imagina o “BUM” que foi em plena década de 50, um cara saindo por aí, dançando e rebolando em um ritmo frenético!!! Imagino que muitos pais proibiram tal música em casa! Elvis realmente veio pra inovar e causar! E ele conseguiu! Ganhou o titulo de Rei do Rock!

Além de ser dono de um rebolado incrível e de uma voz sedutora, Elvis se vestia de um modo nada convencional.

O rock foi considerado sinônimo de rebeldia e Elvis era considerado obsceno pelos mais velhos. Para os jovens, ele foi sinônimo de liberdade de expressão.

Essa foto não é o que estamos acostumados a lembrar de Elvis. Em um modelito (eu diria até) singelo, para um cara que mexeu tanto com a cabeça dos jovens.

O couro. A atitude de “bad boy”. O estilo motoqueiro. Isso mexeu com a cabeça dos moços, virando uma tremenda febre, que até hoje é peça fundamental em qualquer guarda roupa de um roqueiro.  É tanto que abriu espaço para a mulher, que na época não usava uma peça tão masculinizada.

Essa foto é muito bacana. Pensa um cara vestido assim… Cantando e rebolando… Hehehe. Pensa o que passou na cabeça da galera!!! E esses brilhos? Muito, muito brilho e golas, mangas e as pernas das calças muito amplas. Foi uma fase exagerada e uma forma de chamar a atenção. O que deu certo e o fez conquistar o titulo de Rei.

E quem não se lembra daquela canção Estúpido Cupido? Era uma versão interpretada por Celly Campelo, umas das percussoras do rock no Brasil.

Estranho pensar que o rock veio de uma coisa mais dançante, né? Reparem só nessa capa do disco, um visual mais masculino com o uso de calça e camisa de manga. Nada daqueles vestidos rodados e muitos “frufrus”. Mas o que quero que observem é o sapatinho dela, relembrando um modelinho que agora é febre nos pés femininos, o slipper.

Muita coisa aconteceu no cenário da moda na década de 60. Uma revolução no jeito de se vestir, no modo de agir, de pensar e muito dos nossos ídolos, do bom e velho Rock, estavam lá pra causar.

Como não falar de Beatles? Com belas canções e donos de um visual de bons moços, encantaram todo o mundo.

Esse corte de cabelo bem curtinho virou moda entre as mulheres, que abandonaram as grandes madeixas…  Não que eles não tenham feito sucesso dentro da década, com muito volume e mais soltos, como vemos na cantora Janis Joplin.

Era o período Hippie, que até hoje é um estilo, que não foi completamente esquecido ou abandonado. Ao contrario do que a “moda” fez com o estilo, o modo Hippie de se vestir, veio de uma ideologia jovem, com a vontade de mudar o mundo.

Baseados no lema “paz e amor”, os jovens começaram a ter uma maior voz ativa perante a sociedade e tomando posições radicais na política. A onda era ser contra o consumismo, pregar o “natural” e, assim, andavam descalços, tinham cabelos compridos – tanto homens quanto mulheres, bijus, calças boca de sino, e flores muitas flores.

Janis é uma das cantoras que deixou maior influência nesse estilo.

Jimi Hendrix é uma figura masculina que também causou muito neste período. Um guitarrista famoso por improvisar nos palcos. Ele tinha uma maneira totalmente livre pra se vestir e com muita atitude, assim como toda a galera jovem da época.

Seu estilo falava por si: os casacos, coloridos ou não, eram bordados ironicamente lembrando o uniforme militar, o que era uma forma de expressar contra a guerra do Vietnam – umas das lutas daquela época.

Outras grandes bandas impactaram na década de 60 e, até hoje, tem seus milhões de seguidores, como Rolling Stones, The Doors, Creedence, e assim vai…

No nosso querido Brasil, tentava-se criar algo no estilo do novo som que estava na moda. A primeira tentativa foi com a Jovem Guarda – Roberto Carlos e companhia tentavam entrar neste ritmo.

Apesar da qualidade da foto, esta é uma imagem do Roberto Carlos que vem utilizando nas ultimas décadas. Nesta foto, ele esta usando uma bata, estilo “riponga”.

Ao lado, o que na época era febre, o tal conjuntinho que o tremendão Erasmo Carlos usava (que mais parece um “Banana de Pijama”) é considerado hoje um tanto démodé.

Não dá para identificar muito bem todos os elementos da roupa da Vanderleia, nesta foto. O coturno era outra peça que veio dos militares e que, também, era usado como um tipo de protesto. Claro que virou moda. Era constante o uso de sapatos de salto, botas de todos os gêneros. Para os vestidos, modelagens trapézio, a queridinha das menininhas.

O que também deu o que falar aqui no Brasil, durante a Tropicália, foi o grupo Mutantes.

Inovadores nas letras e no som, com um estilo de rock psicodélico, tinham como membros Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. Alem é claro do visual que chamava muita atenção.

Nessa primeira foto até parecem normais dentro do estilo hippie. Mais olhem essa foto abaixo:

Muito louco né? Vestidos com este incrível figurino, eles foram pra cima do palco. Imagine isso aqui no Brasil, no final da década de 60. Eu garanto que teve gente que adorou e outros que os chamaram de loucos.

A influência hippie seguiu firme até a década de 80.

No meio musical surge então a Era Disco ou Discoteca, mas o rock só aumenta seu leque de variedades e estilos. E ainda surgem o rock Progressivo e o movimento Punk.

Pink Floyd é um dos maiores nomes que trouxe para o mundo das guitarras, instrumentos considerados “calmos” da música erudita.

Que legal e bacana essa foto, realmente demonstra o que virou moda entre a galera na década de 60: muita, mas muita cor em estampas, lenços, calças boca de sino às calças ganga e o jeito “desleixado” com a aparência.

Será que já havia alguma consultora de moda pra encher o saco deles, com o que eles deviam ou não usar?! Ahahahaha

Sobre o surgimento do Punk, é um diz que me diz. De onde veio? Das ruas ou das passarelas? O trelelê se dá por conta que alguns indicam que essa tendência veio primeiro das ruas, o que altera o ciclo “correto” da moda. Era inovador.

Já outras línguas dizem que não! O movimento Punk é um movimento de moda! Bom nem me importo com essa guerrinha particular de estilistas, mas prefiro acreditar que veio das ruas. E como toda onda na moda, o lance foi revolucionário, adaptado e comercializado pela sociedade.

E a música? O som mais louco que até então já se teria ouvido falar! O Punk rock era considerado música de rua, que tinha letras que falavam contra valores burgueses.

Saca aí! O Ramones foi uma das bancas percussoras do movimento Punk.

O velho e glamoroso All Star estava aí… Lindo e quem diria, nunca mais seria tirado dos pés dos amantes do rock. As calças justas e rasgadas, camisetas com emblemas anarquistas desenhados também nos sapatos. Usavam muito couro, alfinetes, e veja a camisetinha curta mostrando a barriguinha. Isso era, com certeza, a ATITUDE!!!

Hey Ho Let’s GO!!!!!!!!!!!!!!

No Brasil, o Regime Militar que começou em meados da década de 60, censurou e exilou vários dos nossos músicos e compositores na década seguinte.

Rita Lee saia do grupo Os Mutantes e iniciava uma carreira solo de sucesso.

E pra terminar a década de 70 do rock brasileiro, falemos do grande Raul Seixas. O cara foi recordista em vendas de disco e fez a cabeça da galera.

Não tenho muito que falar sobre ele, mas sei que minha mãe sempre pira quando o ouve. E cara é engraçado pacas! Acho que Zeca Baleiro consegue traduzir muito bem Raul Seixas com a canção “toca Raul”, a letra fala:

“Em todo canto que eu vou Tem sempre algum grande fã do cara
É quase uma tara
Jovens velhos e crianças
Malucos e caretas
Parece uma seita
Por isso eu paro penso reflito
Como é poderoso esse Raulzito
Puxa vida esse cara é mesmo um mito”

Olha ele aqui nessa foto. Todo riponga, com bata bordada e calça boca de sino. Barba, bigode, o cavanhaque, cabelo – muito cabelo cacheado e esvoaçado. E o que era comum também, os óculos de sol, um redondinho, tipo John Lennon.

Na década de 80, a moda parece torna-se livre. Tudo era possível para todos.

No mundo do Rock, a estrada agora tem muitos caminhos, e novas versões como, Pop rock, Hard rock, Heavy metal, Trash metal, Speed metal e o Black metal. Mas não vou ficar aqui falando sobre como surgiu e qual banda encaixa em cada estilo. Vamos falar do estilo das bandas, que fizeram muitos corações acelerarem e onde alteraram todo seu guarda roupa.

CARACA!!! Muitas bandas para serem comentada na década de 80. Foi uma tempestade de novos segmentos do rock e várias, várias bandas, que até hoje fazem a cabeça da galera… Cito algumas: Iron Maiden, Metallica, Guns n’ Roses, Whitesnake, The Cure, Bon Jovi, Skid Row, U2, The Police… e muito mais.

Axl Rose liderava o Guns n´ Roses que era cheio de atitude, no palco e nas vestimentas. A começar por ele que usava shorts minúsculos e super colados, assim como calças de couro, o que dava todo um charme quando ele rebolava e mexia os joelhos. Todos queriam dançar como ele e usar aquela bandana. Assim como o vocalista, toda a banda usava as calças justas, jaquetas de couro e cabelos muito esvoaçantes, era o corte da década – “repicado”.

Desde a década de 70, muitas correntes, anéis, colares, já estavam liberados para serem usados por homens, mas nos anos 80 o lance mesmo era abusar do metal.

O Skid Row era muito semelhante ao Guns. O vocalista Sebastian Bach, assim como Axl, era lindo, magro e gostava de provocar com as calças justas. Uma influência muito forte que as duas bandas deixaram foi o uso de botas e roupas no segmento country.

E Metallica, o que falar desse pessoal?

Os caras são demais… Uma coisa que sempre observei, é que eles sempre usavam camisetas de bandas, seja do Metallica mesmo, ou de outra banda, o que mostra nessa foto aí de cima.

Hoje as pessoas que amam rock e suas bandas devem ter no mínimo uma camiseta destas… E se não tem, com certeza gostariam de ter. É quase um uniforme, sejam do Raul, dos Stones, Beatles, Metallica, qualquer uma, carregamos no peito, como se fosse um escudo do seu time de futebol preferido, com o maior orgulho em dizer: Eu Gosto! Eu Curto! Eu Ouço o bom e velho Rock and Roll.

Não tem como esquecer, no final da década de 80, se não me engano em 1987 e há exatos 25 anos, surge uma banda no cenário grunge, que faz a cabeça dos jovens.

Vamos recordar: camisas listradas era quase uma obrigação; nosso amigo inseparável All Star estava sempre nos pés dos seus músicos; calças rasgadas e um guitarrista canhoto que sempre dava um jeito de quebrar sua guitarra.

 

Sim, falo de NIRVANA. Os caras mandavam bem com três músicos, e arrebentavam quando era hora de se vestir. Eu imagino que a intenção não era estar apresentável e nem fazer com que as pessoas copiassem seu estilo de vestir. Acho que eles não estavam nem aí para isso! E deu certo, pois o pessoal gostou e é um estilo que particularmente me enchem os olhos… Porque além de estiloso e simples é confortável.

 

Não posso deixar de falar do movimento grunge, relevante a historia do rock. Muitas bandas fizeram sucesso, assim com Nirvana, no final de 80. Temos Stone Temple Pilot, Soundgarden, Alice in Chains, Pearl Jam, entre outras.

Vamos lembrar o que estava rolando no cenário musical brasileiro, ainda na década de 80. Legião Urbana, Barão Vermelho, Titãs, Ultraje a rigor, Biquini Cavadão, Engenheiros do Hawaii, e assim vai gente… É muita coisa legal.

 

No Barão Vermelho, um dos nossos maiores poetas está em seus vocais, e sabe o mais legal? Cazuza também usava uma bandana, alguns decotes profundos mostrando o peito e All Star. Era uma das vestimentas que mais o relembram.

A Legião Urbana, que encantou jovens e adultos, e até hoje é falada, comentada e ouvida em rodas de violões, tinha como vocal Renato Russo. E como não lembrar as suas batas enormes? Uma nostalgia da década de 70, que foi muito usada pelo cantor durante suas apresentações.  Mas, ao mesmo tempo, Renato, assim como toda a banda, não tinha um jeito muito irreverente de se vestir, nem de dançar, o esquema eram as letras e o som!

OPA! Não vamos esquecer que no ano de 85, foi realizado o primeiro Rock in Rio. A primeira oportunidade dos brasileiros em ouvir os cantores de rock e pop internacional bem de perto.

Bom, eu termino por aqui. Dos anos 90 para cá, vocês já sabem o que aconteceu no cenário musical, em todos os estilos, os mais copiados e os mais mal falados.

A ideia era realmente mostrar o que as bandas e cantores usaram e influenciaram em seus fãs. O que foi usado no palco e virou moda. Queríamos proporcionar uma viagem ao início do rock, nas boas décadas, no que ficou registrado na história e como isso influenciou e ainda influencia jovens até hoje, com música de qualidade.

O rock é um estilo de vida. Ser ou não roqueiro e ter roupas pretas, ou piercing, cintos de taxas e jaqueta de couro vai muito além. É coisa de alma!

Vivamos o rock! Vivamos de rock! Divulguemos o bom e velho Rock and Roll.

PS: Perdão aos meus amigos que acham que Restart é rock. Deles nunca irei falar! :p

 

 

eu sou a Gi. Meio descabelada... um tanto engraçada... um tanto atrapalhada. Um estabano em pessoa...sempre desconcentrada... Finjo que pertenço ao seu mundo... mas tenho um mundo completamente meu! Minha imaginação é minha respiração e preciso dela pra sobreviver, pra sonhar e assim voar... onde ninguém mais consegue chegar.

One response on “Sessão Cabide de Arame – A moda na história do rock

  1. Ilbanes Fernandes disse:

    Muito boa matéria, me levou de volta a uma época da minha vida em que musica era letra e som e não batida eletrônicas refrões repetidos e irritantes com meia palavras e junção de silabas.

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